O que nos esperará nos próximos 50 anos?

“A nossa época é demasiado rica em catástrofes, em revoluções, em imprevistos, em surpresas… Sim quantas transformações!” de F. Braudel

No decorrer da história, o Homem foi um ser insatisfeito e hoje, mais do que nunca, sente-se com necessidade para fazer sempre mais e melhor para melhorar aquilo que a qualidade de vida lhe pode trazer. Sentiu, também, a necessidade de se guiar por pontos de referência, como a celebração do seu aniversário, o horário do trabalho, o fim-de-semana, o ano civil, etc. Mais uma transição do ano. Mais um ano para pensar no que se fez, no que poderia ser feito e não se fez, e no que ainda falta fazer. E mais uma vez surge a mudança. Mudança esta que hoje chega tão depressa, e de tantos lados, que pode comparar-se a um bombardeamento do acaso. A velocidade desta mudança obriga-nos a fazer as coisas depressa, mas têm de ser depressa e bem à primeira vez, pois senão já é tarde. As novas tecnologias que surgem no mercado, quase diariamente, tentam-nos para a nossa comodidade e qualidade de vida. Queremos ver sempre coisas novas quando entramos numa loja. As montras têm que ser mudadas constantemente. É a velocidade que caminha com a qualidade de vida. Num cenário radical em que vivemos, onde a mudança é rainha, há que ter atenção que a mudança não acontece apenas no mercado, na indústria, nas empresas, no país, nas escolas, mas também acontece na nossa mudança pessoal. Todas as mudanças que nós queremos ver no mundo têm início em nós mesmos. Ninguém tem o poder de mudar as nossas vidas como nós temos. A mudança traz sempre consigo sentimentos diversos: esperança, receio, entusiasmo ou até angústia. Você é o líder da sua vida, da sua carreira, da sua empresa, da sua família, da sua comunidade. Você e somente você tem o poder de decidir quando e como você irá atingir os seus objectivos. Então, quais devem ser as atitudes a preparar para acompanhar as próximas mudanças? Em primeiro lugar, reforçar a formação e a educação. É com os erros que se aprende, então aproveite os seus erros, estude-os e não volte a cometê-los. Aprendizagem constante e desejo de aprender: com a revolução que há na informação, terá de haver uma aprendizagem constante, sob pena de nos tornarmos usados. Há muitos livros de especialização em todas as áreas, revistas, jornais, cursos. Não podemos deixar de agarrar as oportunidades que se nos deparam. Embora deveremos ter uma visão e uma gestão global, é importante basearmo-nos a nossa carreira profissional, numa área específica. Esforço, paciência e determinação, pois é mais importante fazer bem o nosso trabalho do que estarmos a pensar na nossa carreira. Ter uma visão de antecipação, criatividade e uma atitude positiva perante a mudança. Estar atento ás mudanças do país e do estrangeiro, ao que se movimenta e ao que se altera, a todas as evoluções a nível global. Mudanças na evolução económica, nas invenções e inovações, na transformação natural do meio ambiente, nos conflitos políticos e na luta de classes, na expansão demográfica, na diminuição das distâncias, na globalização são, alguns exemplos de mudança que não podemos deixar passar ao lado,
Esta é uma oportunidade para lhe deixar algumas previsões que foram feitas há muitos anos, previsões essas que deveriam ocorrer na entrada deste século e que tal não aconteceram. Dizia-se que “ As pessoas morrerão apenas em acidentes, mas não definitivamente. Os mortos serão congelados para ser tratados mais tarde” F.M. Esfandiary, futurólogo e consultor da ONU. A verdade é que as doenças continuam a matar. “As pessoas viverão mais, trabalharão menos e reformar-se-ão mais cedo. Terão jornadas de trabalho mais curtas. Num ano, trabalharão 147 dias e descansarão 218”. Herman Khan, 1967. As pessoas ainda trabalham 218 dias por ano e descansam 147. “O controlo químico do envelhecimento dobrará esperança de vida das pessoas” Harry Stine, consultor dos Institutos Smithsonian, Hudson e do Futuro, 1981. Só em ratos de laboratório, por enquanto. Os Limites do Crescimento, previram que no século XXI os recursos industriais do planeta estariam esgotados e a população mundial atolada na poluição e no lixo que produziria. Bem, a previsão vale para algumas cidades, mas não para o mundo inteiro. “Será descoberto a cura do cancro” Willard Libby, prémio Nobel de química de 1960. “Será possível a fabricação de córneas, pulmões, rins, pernas e braços artificiais eficientes como os naturais, com substitutos electrónicos dos sentidos, inclusive da visão e do tacto. Nos EUA, 1% da população viverá à custa de órgãos de reposição. Haverá um mercado aberto de peças anatómicas usadas.” Pierre Galeti, 1981.
O ritmo acelerado das mudanças que ocorrem a vários níveis gera descontinuidades nem sempre fáceis de assimilar e compreender. Se nos últimos 50 anos assistimos a tantos saltos qualitativos e evolutivos, o que nos esperará nos próximos 50 anos?

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Autor: Fernando de Sousa Pereira
ulr: http://fernandosousapereir.blogspot.com

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